Quando eu penso em século XXI, penso no amor como sentimento que vêm transformando-se ao longo dos tempos. Seria o amor à la Sex and the city um não-amor ou somente uma variação moderna de algo imutável?
Carrie e Big é um excelente exemplo de casal, de milhões de casais que se formam a cada momento no planeta. Casais que não são somente amigos, mas também não são ficantes nem namorados. Aliás, há algo mais antiquado do que chamar alguém de ficante? Além de ser extremamente bochante..
O limite entre a amizade e o namoro já não tem mais a fronteira do sexo, hoje já não há mais a condenação à entrega total no primeiro encontro (e atire a primeira pedra quem for contra). "Amor sem sexo é amizade. Sexo sem amor, é bobagem" será que essa canção ainda faz sentido?
Big ama Carrie ou só apenas curte o momento? Definitivamente sou fã da série mas não assisti a todos os episódios nem ao filme para responder... mas o que posso dizer, transpondo à realidade, é que essa relação, com uma intimidade alcançada em horas, dias ou, no máximo, semanas, faz parte de um novo tipo de sedução, de novos tipos de conhecimento. Enquanto no tempo de nossas avós (ou em alguns casos, bisavós) pegar na mão da amada era um grande avanço, hoje é descobrir o cheiro da pele nua, a companhia ao dormir, as manias...
Na era da informática, na qual as informações vêm e vão num piscar de asas de beija-flor, os amantes querem mesmo é adiantar certas partes e relacionar-se com pessoas que estejam cada vez mais compatíveis com seu perfil. Nada de casar com alguém que você tenha de aturar as manias, há uma maior busca pela cara-metade, a mais perfeita possível. A tolerância está cada vez menor... Agora, se há mais casais felizes hoje em dia, essa é uma excelente questão! Talvez as mulheres estejam mais felizes com seus maridos, com menos traições e mentiras.
Viva o século XXI! E nosso amor pós-moderno, com seus mistérios e seduções!


Nenhum comentário:
Postar um comentário