sábado, 25 de julho de 2009

Quando o amor precisa de um tempo

É simplesmente horroroso quando alguém vira pra gente e diz que precisa dar um tempo. Ok, forma mais sutil e menos sincera de dizer pra alguém que na verdade você quer terminar tudo, nunca mais ver essa pessoa na sua frente, mas não tem culhão suficiente pra dizer isso a ela. Bom, antes isso do que sumir sem dar ao menos um bastinha...
Mas, graças a Deus, ou não, estou dizendo de outra forma de 'dar um tempo'. Quero dizer de um tempo que o nosso coração clama, alguma vez, ou algumas vezes durante a nossa vida. Logo depois de terminarmos ou de levar um pézão... sempre precisamos de um tempo. Seja pra reconstruir a nossa vida, enxugar as lágrimas, procurar e juntar as partes do nosso coração, respirar fundo e levantar a cabeça e, claro, sem dúvidas, girar o pescoço pra ver que o mercado tá lotado de gente querendo amar e só você tá ali, besta, choramingando por um ser imbecil que te deixou.
Mas também tem um tempo que não precisa vir necessariamente após um relacionamento, mas sim após um monte de merdas, ó, sim merdas grandes e seguidas que fazemos em nossas vidas amorosas. Nem sempre a gente acerta, não é mesmo? Atire a primeira pedra aquela que nunca se engraçou com o bonitão cachorrão ou algum cara que deu mole pruma garota que só o esnobava?
Amar é uma delícia, mas à vezes é preciso dar um tempo a isso tudo e pensar um pouco mais em nós, sem deixar de amar a si, claro! Mas pensar no que pode estar acontecendo ao nosso redor e nós estamos deixando passar batido... nossos amigos que precisam tanto de alguém que os ouça, umas compras que sua casa tá precisando, enfim...às vezes até mesmo o nosso corpo quer um pouco mais de cuidados ou até mesmo uns tratamentos ousados!
É preciso estar sempre alerta para sentir quando as merdas só se empilham e as coisas não tem dado muito certo, nem sempre é o mundo conspirando contra você, mas simplesmente certas coisas da vida que estão pedindo uma maior atenção de você.

Ame, ame ame....mas jamais deixe de amar a VIDA!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Contrariando ou brincando com o amor pós-moderno

Um bom tempo sem escrever, achei que iria abandonar esse blog, mas não tem como, eu sempre acabo querendo escrever...
E nada melhor do que voltar a escrever com as palavras explodindo pela minha cabeça, saindo até pela orelha.
Alguns meses de abstinência, observando o mundo em minha volta, descubro a melhor de todas as sensações: reescobrir como amar à moda antiga é muito mais gostoso.
Os ansiosos e precoces que me perdoem, mas é tão gostoso relembrar como é emocionante não saber se haverá um beijo no primeiro encontro. Isso é o mais completo exemplo de romance, e eu sou muito suspeita de falar sobre romance, porque eu sou uma romântica à moda ultra antiga.. rs
Valorizar um abraço, um olhar, um entrelaçar de mão (sem querer, querendo..)... realmente não tem preço!
E eu ainda indico a todos que tentem praticar isso, é tão engraçado como tudo isso foi esquecido e é tão importante! Acredito que muitos relacionamentos fossem mais duradouros se determinadas coisas pequenas fossem mais valorizadas, tantos relacionamentos terminam devido à besteiras tão insignificantes...
Não deixo de apoiar o amor pós-moderno, por que quem sou eu pra não apoiar qualquer tipo de forma de amor?! Mas estou preferindo os amantes à moda antiga... ahh o amor!

Estou de volta, caros leitores!

beijos

sábado, 3 de janeiro de 2009

Ano novo, vida nova e amor contemporâneo

Feliz Ano Novo a todos!!

Quando eu penso em século XXI, penso no amor como sentimento que vêm transformando-se ao longo dos tempos. Seria o amor à la Sex and the city um não-amor ou somente uma variação moderna de algo imutável?
Carrie e Big é um excelente exemplo de casal, de milhões de casais que se formam a cada momento no planeta. Casais que não são somente amigos, mas também não são ficantes nem namorados. Aliás, há algo mais antiquado do que chamar alguém de ficante? Além de ser extremamente bochante..
O limite entre a amizade e o namoro já não tem mais a fronteira do sexo, hoje já não há mais a condenação à entrega total no primeiro encontro (e atire a primeira pedra quem for contra). "Amor sem sexo é amizade. Sexo sem amor, é bobagem" será que essa canção ainda faz sentido? 
Big ama Carrie ou só apenas curte o momento? Definitivamente sou fã da série mas não assisti a todos os episódios nem ao filme para responder... mas o que posso dizer, transpondo à realidade, é que essa relação, com uma intimidade alcançada em horas, dias ou, no máximo, semanas, faz parte de um novo tipo de sedução, de novos tipos de conhecimento. Enquanto no tempo de nossas avós (ou em alguns casos, bisavós) pegar na mão da amada era um grande avanço, hoje é descobrir o cheiro da pele nua, a companhia ao dormir, as manias...
Na era da informática, na qual as informações vêm e vão num piscar de asas de beija-flor, os amantes querem mesmo é adiantar certas partes e relacionar-se com pessoas que estejam cada vez mais compatíveis com seu perfil. Nada de casar com alguém que você tenha de aturar as manias, há uma maior busca pela cara-metade, a mais perfeita possível. A tolerância está cada vez menor... Agora, se há mais casais felizes hoje em dia, essa é uma excelente questão! Talvez as mulheres estejam mais felizes com seus maridos, com menos traições e mentiras.
Viva o século XXI! E nosso amor pós-moderno, com seus mistérios e seduções!


quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

E o que é a conquista e o amor - senão corrermos certos riscos?

E como a vida nos prega peças! Estava certa de que o blog estava tomando determinado rumo quando me deparo com um texto que terminava exatamente com a frase título deste post, e como eu disse que serei sempre muito expontânea, vou mudar de assunto mesmo!! rs
Conquista é uma palavra que eu gosto muito, pela escrita, mas muito mais pelo significado. É esse gesto, ou melhor, esta ação que torna o amor muito mais gostoso e, em minha modesta opinião, mais duradouro.
Ou será que é muito mais prazeroso receber logo um beijo na boca de um desconhecido a trocar olhares e gestos por horas até que um se aproxime do outro? Eu acredito que o amor duradouro, o verdadeiro, seja feito, ou melhor construído, de conquistas. É o que os mais experientes chamam da conquista diária, de apaixonar-se todos os dias pela mesma pessoa.
É a conquista que nos deixa sem saber o que falar, embaraça-nos, dá aquele nozinho na garganta, aquele frio na barriga, aquele frio e calor ao mesmo tempo no corpo todo... ah! A conquista...
E o que mais me chamou a atenção com a frase é de que realmente quando vamos à caça numa noitada qualquer (rs... na selva) estamos sujeitos a diversas coisas, podemos nos dar muito bem, ao mesmo tempo que podemos entrar na pior cilada de nossas vidas, ou mesmo levar o pior fora do mundo. Realmente há riscos e quem não os corre, não sabe o que está perdendo... porque eu acho que há uma forte ligação entre arriscar-se e as reações naturais do nosso corpo (e quem não gosta de sentí-las???).
Atando as duas pontas desse texto (se é que ele as tem!) a reflexão de hoje é sobre o ano de 2008 e os relacionamentos amorosos (nada a ver com acreditar no amor ou não!). Vocês, leitores, tiveram um bom ano? Romperam relacionamentos? Enlaçaram-se em um? Conheceram pessoas novas ou ficaram esperando por elas na sala de estar, sentados?
Eu gostaria de terminar esse post dizendo que não há como ficar esperando por alguém em casa. É preciso ir ao mercado!! rs... e se estão lamentando-se por alguém que não os querem de verdade, saibam, queridos, o mundo está cheio de pessoas para que nós as conheçamos melhor. Não adianta vir com o papo: ah!.. mas ele(a) era perfeito para mim! Tudo bem, você pode achar isso agora, quando o fato é recente, mas daqui há um tempo, com certeza você encontrará novas pessoas e dará razão à minha pessoa. Estagnar não é a melhor coisa quando se trata de relacionamentos.
Portanto, acho que esse deve ser o post de despedida de 2008:
Tenham um Feliz Natal
e no Ano Novo façam todas as simpatias, calcinhas e cuecas vermelhas, muita lentilha, champagne (clarooo!!) e que vocês tenham um 2009 cheio de conquistas e busca de novos amores ou a busca de zelar, cada vez mais, por um relacionamento estreito e forte.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Começando...

Estamos no início do século XXI, o novo milênio, aquele no qual Nostradamus previu que a humanidade acabaria, o mundo explodiria, enfim...
Não sei também porque localizar o tempo, talvez porque realmente seja difícil começar um texto... ainda mais um blog!
Eu espero ser sempre muito espontânea com todos os assuntos e posts, e caso não o seja, reclamem! rs
É curioso como sempre nos embaraçamos com assuntos sobre os quais queremos tratar, e muito mais, com os que são importantes para nós. Por mais que não saibamos dizer o porquê.
Amor é uma coisa (nossa...chamar o amor de coisa é muito pós-moderno - rs) que todos tem medo. Medo de sentir, medo de dizer, medo de demostrar, medo de chorar por, sofrer de... Eu mesma não conheço ninguém que fale de amor sem desviar o olhar, estalar os dedos ou mexer nos anéis. Só de ouvir a palavra nós estremecemos, mesmo que interiormente.
Amor é sempre tratado com distância por causa do medo e não pode ser assim. Porque amor é muito mais amplo do que o nosso pensamento pode processar. Vamos pedir ajuda ao 'amigo dos burros':

amor
a.mor
sm (lat amore) 1 Sentimento que impele as pessoas para o que se lhes afigura belo, digno ou grandioso. 2 Grande afeição de uma a outra pessoa de sexo contrário. 3 Afeição, grande amizade, ligação espiritual. 4 Objeto dessa afeição. 5Benevolência, carinho, simpatia. 6 Tendência ou instinto que aproxima os animais para a reprodução. 7 Desejo sexual. 8Ambição, cobiça: Amor do ganho. 9 Culto, veneração: Amor à legalidade, ao trabalho. 10 Caridade. 11 Coisa ou pessoa bonita, preciosa, bem apresentada. 12 Filos Tendência da alma para se apegar aos objetos. Antôn: aversão, ódio. sm pl 1Namoro. 2 O objeto amado. 3 O tempo em que se ama. 4Relações ilícitas, comércio amoroso. 5 Mit Divindades subordinadas a Vênus e Cupido. 6 Bot O mesmo quecarrapicho, acepção 11. 7 V carrapicho-grande. A.-agarradinho, Bot: trepadeira da família das Poligonáceas (Antígonon leptopus), originária do México, muito cultivada nos jardins brasileiros com fins ornamentais. A.-crescido, Bot: o mesmo que cavalheiro-das-onze-horas. A. lésbico: o mesmo que safismo. A. livre: relações sexuais ou coabitação sem casamento legal. A. platônico: relação estreita entre duas pessoas de sexo oposto, sem realização de atos sexuais. A.-seco, Bot: o mesmo que carrapicho-de-beiço-de-boi. Pelo amor de Deus: usa-se quando se pede com encarecimento.Por amor à arte: gratuitamente, sem nenhum interesse. Seja tudo pelo amor de Deus: exclamação com que se manifesta conformidade ou tolerância com o impróprio ou com o desagradável. Ser do amor, gír: só quer saber de prazeres sensuais.



Nem eu mesma imaginava deparar-me com tantos significados. Nesse primeiro post, inaugural, eu gostaria de passar a vocês, leitores, uma visão muito além do amor filme-novela-hollywood, amor ´pe muito amplo. Amor é sempre aquele sentimento que dá nó na garganta: de mãe, de pai, de irmãos, de família, de amigos, de saudade, de namorado, de animal de estimação,...
Nesse primeiro contato, eu quero deixar a reflexão: será que eu sei por quem eu sinto amor? Pensar em tantas pessoas que me fazer tremer (e eu jamais a beijaria na boca), das quais eu sinto saudade. Será que eu tenho o amor como um sentimento tão amplo e próximo de mim?